O nome de Soham Parekh virou polêmica no Vale do Silício após fundadores de startups relatarem que o engenheiro teria trabalhado simultaneamente para múltiplas empresas, sem que elas soubessem umas das outras.
A história foi exposta em uma publicação no X (antigo Twitter) por Suhail Doshi, CEO da Playground AI, que alertou sobre o comportamento de Parekh. Segundo ele, o engenheiro estaria desempenhando funções em 3 ou 4 startups ao mesmo tempo, enganando contratantes com entrevistas excelentes, mas ocultando compromissos paralelos.
Diversos fundadores confirmaram que contrataram Parekh e, ao descobrir a sobreposição de trabalhos, optaram pela rescisão. Um deles comentou: “Contratamos ele na semana passada. Demitimos hoje de manhã… ele foi superbem nas entrevistas. Tomem cuidado por aí.”
A resposta de Parekh
Ao ser confrontado sobre os relatos, Parekh admitiu ter adotado a prática desde 2022, alegando que seu objetivo não era enganar ninguém, mas sim otimizar seu aprendizado ao trabalhar com projetos distintos. Ele afirmou que enfrentava dificuldades financeiras e, por isso, buscava várias fontes de renda ao mesmo tempo.
No entanto, suas declarações levantaram dúvidas. Ele chegou a afirmar que trabalhava até 140 horas por semana — o que deixaria apenas 28 horas livres para descanso e outras atividades. Muitos especialistas consideram essa carga de trabalho insustentável.
Implicações para o ecossistema tech
Esse caso escancarou práticas de “moonlighting” (trabalhar em múltiplos empregos ao mesmo tempo) que, apesar de serem raras, começam a aparecer no mundo da tecnologia, especialmente em ambientes de alta pressão por entrega rápida e inovação constante.
Após a repercussão, Parekh anunciou sua participação em uma nova startup chamada Darwin Studios, voltada para remixagem de vídeos com inteligência artificial — porém, o anúncio foi rapidamente apagado por ele e pelo CEO da empresa, aumentando as suspeitas sobre seus planos futuros.
O episódio acendeu um alerta: em um setor onde talento é escasso e expectativas são altíssimas, algumas situações podem ultrapassar os limites da ética empresarial, estimulando debates sobre transparência, compromisso e confiança no ambiente de trabalho.
Com informações da Revista Exame
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